quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Méliuz SA Recebe Auto de Infração

Méliuz Recebe Auto de Infração da Receita Federal: O Que Você Precisa Saber

O Méliuz S.A. (B3: CASH3 | OTCQX: MLIZY) informou ao mercado sobre o recebimento de um auto de infração lavrado pela Receita Federal do Brasil (“RFB”). O comunicado, emitido em 7 de janeiro de 2026, detalha a situação fiscal que envolve a Companhia.

O auto de infração está relacionado à glosa de créditos de PIS e COFINS referentes ao exercício social de 2021. O valor total contestado atinge a cifra de R$ 30.702.968,51 (trinta milhões, setecentos e dois mil, novecentos e sessenta e oito reais e cinquenta e um centavos).

Esse montante é composto por R$ 13.600.703,49 de principal e R$ 17.102.265,02 referentes a multas e juros.

A Posição da Companhia e Próximos Passos

Apesar da notificação, o Méliuz esclarece que discorda integralmente do entendimento da autoridade fiscal. A Companhia afirma possuir fundamentos jurídicos sólidos e consistentes para defender sua posição, citando a existência de precedentes favoráveis em discussões similares.

A empresa ressalta a natureza pioneira de seu modelo de negócios no mercado brasileiro, o que confere características específicas à matéria em discussão.

O próximo passo será a apresentação tempestiva da impugnação administrativa, conforme a legislação aplicável. O Méliuz garantiu que manterá o mercado devidamente informado sobre os eventuais desdobramentos relevantes relacionados ao tema.

Fonte: Fato Relevante - Marcio Loures Penna, Diretor de Relações com Investidores e Governança Corporativa.

Link para a publicação original

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Por que as ações da Petrobras caíram hoje? 06 de janeiro de 2026

Por que as ações da Petrobras caíram hoje? - Letionare
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Letionare
Blog · Mercado & Educação Financeira

Por que as ações da Petrobras caíram hoje?

No pregão de hoje, as ações da Petrobras saíram da faixa de aproximadamente R$ 30,40 e chegaram perto de R$ 29,65. A queda chamou atenção, mas não aconteceu por um único motivo. Vamos entender o que está por trás desse movimento e qual é o cenário geral da companhia.

O que pesou no preço hoje?

Movimentos de curto prazo em ações da Petrobras costumam ser explicados por uma combinação de fatores — e hoje não foi diferente.

  • Notícia operacional e ambiental: interrupções ou incidentes em atividades de exploração geram receio de atrasos, multas ou maior escrutínio regulatório.
  • Incerteza sobre investimentos futuros: o mercado acompanha de perto o nível de gastos (capex) da empresa e como isso pode afetar o caixa.
  • Ajuste natural do mercado: após altas recentes, é comum ocorrer realização de lucros, mesmo sem um evento extremamente grave.

Por que a Petrobras oscila tanto?

A Petrobras é uma das empresas mais acompanhadas da Bolsa brasileira. Isso faz com que suas ações reajam rapidamente a:

  • Preço internacional do petróleo
  • Câmbio (dólar)
  • Decisões políticas e regulatórias
  • Expectativas de dividendos

Mesmo uma queda de cerca de 2% a 3% em um único dia pode acontecer sem alterar os fundamentos da empresa no longo prazo.

O cenário geral da Petrobras

A Petrobras continua sendo uma empresa de grande geração de caixa, com forte posição no pré-sal e custos de produção relativamente baixos. Ao mesmo tempo, o mercado observa com atenção:

  • O equilíbrio entre investimento e distribuição de dividendos
  • O papel do governo como controlador
  • A disciplina financeira ao longo dos próximos anos

Em outras palavras, a empresa segue sólida do ponto de vista operacional, mas carrega riscos específicos que justificam maior volatilidade.

Como interpretar essa queda?

A queda de hoje parece muito mais um ajuste de preço diante de notícias e incertezas de curto prazo do que uma mudança estrutural na empresa. Para o investidor, esse tipo de movimento reforça a importância de entender o risco e não reagir apenas a um único pregão.

⚠️ Aviso importante: Este artigo tem finalidade exclusivamente educativa. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. Investimentos envolvem riscos e devem ser avaliados de acordo com o perfil de cada investidor.

© Letionare · Educação financeira e análise de mercado

sábado, 3 de janeiro de 2026

Preço Médio vs Stop Loss: Dois Jeitos de Lidar com o Erro

Letionare

Preço Médio vs Stop Loss: Dois Jeitos de Lidar com o Erro

Entre admitir o erro e insistir nele


Aviso:

Este conteúdo tem caráter educativo e não constitui recomendação de investimento. Os exemplos apresentados têm finalidade exclusivamente didática.

Todo participante do mercado erra. A diferença entre quem sobrevive no longo prazo e quem acumula frustrações não está em evitar erros, mas em como se reage a eles.

Duas abordagens comuns surgem nesse momento: fazer preço médio ou aceitar o stop loss. Embora frequentemente tratadas como técnicas opostas, ambas refletem formas distintas de lidar com o erro.

O erro como parte inevitável do processo

Nenhuma estratégia, por melhor que seja, acerta sempre. Errar faz parte da estatística do mercado.

O problema não está no erro inicial, mas na tentativa de negar sua existência.

Stop loss: reconhecer o erro cedo

O stop loss representa uma decisão clara: quando o mercado mostra que a leitura estava errada, a posição é encerrada.

Ele transforma uma perda potencialmente infinita em uma perda conhecida e controlada.

  • Limita o prejuízo
  • Libera capital
  • Reduz o desgaste emocional

Mais do que uma ferramenta técnica, o stop loss é um exercício de disciplina.

Preço médio: insistir ou reposicionar?

O preço médio surge quando, diante da queda, o investidor decide comprar mais para reduzir o custo médio da posição.

Essa prática pode ter dois significados muito diferentes:

  • Reposicionamento racional, quando a tese permanece válida
  • Insistência emocional, quando o objetivo é evitar a realização da perda

Sem critérios claros, o preço médio tende a ampliar a exposição justamente quando o mercado está sinalizando risco.

Dois jeitos de lidar com o mesmo erro

Aspecto Stop Loss Preço Médio
Postura Aceitação do erro Tentativa de correção
Risco Limitado Crescente
Exigência emocional Alta no curto prazo Alta e prolongada

O ponto central: critério antes da entrada

A verdadeira decisão não acontece quando o preço cai, mas antes da operação ser iniciada.

Perguntas essenciais incluem:

  • Qual é o risco máximo aceitável?
  • Existe espaço planejado para preço médio?
  • Em que cenário a tese deixa de fazer sentido?

Sem essas respostas, qualquer reação tende a ser emocional.


Conclusão

Stop loss e preço médio não são inimigos. Eles representam escolhas diferentes diante do erro.

O problema surge quando o preço médio é usado como substituto da gestão de risco ou quando o stop loss é ignorado por orgulho.

No mercado, errar é inevitável. Insistir sem critério é opcional.

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Quando o Preço Médio Faz Sentido — e Quando Não Faz

Letionare

Quando o Preço Médio Faz Sentido — e Quando Não Faz

Um olhar estratégico sobre uma das práticas mais comuns do mercado


Aviso:

Este conteúdo tem caráter educativo e não constitui recomendação de investimento. Exemplos apresentados têm finalidade exclusivamente didática.

Fazer preço médio é uma prática amplamente utilizada por traders e investidores de longo prazo. Ainda assim, poucos param para refletir quando essa estratégia faz sentido — e quando ela apenas mascara um erro inicial.

O objetivo deste artigo é esclarecer esse ponto de forma racional, afastando tanto a demonização quanto a romantização do preço médio.

O problema não é o preço médio — é o contexto

Preço médio não é, por si só, uma estratégia boa ou ruim. Ele é apenas uma ferramenta.

O problema surge quando essa ferramenta é usada:

  • Sem critério objetivo
  • Sem limite de exposição
  • Como resposta emocional à perda

Em outras palavras: preço médio feito por convicção fundamentada é diferente de preço médio feito por negação.

Quando o preço médio pode fazer sentido

Existem situações em que o preço médio pode ser uma decisão racional:

  • A tese fundamentalista permanece válida
  • A queda não altera os fundamentos do ativo
  • O investidor controla o tamanho da posição
  • O capital adicional já estava previsto no plano

Em geral, esse cenário é mais comum entre investidores de longo prazo do que em operações de curto prazo.

Quando o preço médio NÃO faz sentido

Em muitos casos, o preço médio apenas amplia um erro. Sinais de alerta incluem:

  • Queda causada por mudança estrutural no negócio
  • Ausência de critério para parar de comprar
  • Uso crescente de capital para “salvar” a posição
  • Dependência da recuperação do preço para sair no zero a zero

Aqui, o preço médio deixa de ser estratégia e passa a ser uma tentativa de evitar o reconhecimento da perda.

Preço médio não substitui gestão de risco

Um erro comum é usar o preço médio como alternativa ao stop loss ou à definição de risco.

Na prática:

  • Preço médio altera o ponto de equilíbrio
  • Gestão de risco controla o tamanho do prejuízo

São conceitos diferentes — e não excludentes.

A pergunta-chave antes de fazer preço médio

Antes de comprar mais, vale responder com honestidade:

“Se eu não tivesse essa posição hoje, eu compraria este ativo agora, com base nas informações atuais?”

Se a resposta for não, o preço médio provavelmente não faz sentido.


Conclusão

O preço médio pode ser uma ferramenta válida, mas apenas quando inserido em um plano claro, com critérios, limites e racionalidade.

Fora desse contexto, ele tende a aumentar exposição, risco e sofrimento emocional.

Estratégia sem critério vira esperança — e esperança não é plano.

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Preço Médio em Ações: Entendendo a Prática e Seus Riscos

Letionare

Preço Médio em Ações: Entendendo a Prática e Seus Riscos

O que acontece quando o investidor continua comprando enquanto o preço cai


Aviso:

Este conteúdo tem caráter educativo e não constitui recomendação de investimento. Para fins didáticos, taxas e custos operacionais não foram considerados.

A prática do preço médio é extremamente comum entre traders e holders. Muitos a utilizam quase automaticamente sempre que o preço de uma ação cai.

Neste artigo, vamos explicar:

  • O que é preço médio e como calculá-lo
  • Como ele funciona quando o investidor compra mais após quedas
  • Como o prejuízo evolui em diferentes estratégias

O que é preço médio?

O preço médio é o valor médio pago por cada ação, considerando todas as compras realizadas.

A fórmula básica é:

Preço Médio = Valor total investido ÷ Quantidade total de ações

Neste texto, estamos falando especificamente do preço médio feito quando o investidor compra mais ações após o preço cair.

Exemplo prático: comprando enquanto o preço cai

Suponha a seguinte situação:

  • Preço inicial da ação: R$ 5,00
  • Queda gradual até R$ 4,30
  • Quedas de R$ 0,10 por etapa
  • O investidor compra 100 ações em cada nível de preço
Preço (R$) Ações Compradas Total de Ações Capital Investido (R$) Preço Médio (R$)
5,00100100500,005,00
4,90100200990,004,95
4,801003001.470,004,90
4,701004001.940,004,85
4,601005002.400,004,80
4,501006002.850,004,75
4,401007003.290,004,70
4,301008003.720,004,65

Comparando três estratégias diferentes

Vamos agora comparar o prejuízo quando o preço atinge R$ 4,30:

1️⃣ Fazer preço médio comprando sempre 100 ações

  • Total investido: R$ 3.720,00
  • Total de ações: 800
  • Preço médio: R$ 4,65
  • Valor de mercado: 800 × 4,30 = R$ 3.440,00
  • Prejuízo: R$ 280,00 (≈ 7,53%)

2️⃣ Vender as 100 ações iniciais a R$ 4,90 e não comprar mais

  • Compra inicial: 100 × 5,00 = R$ 500,00
  • Venda: 100 × 4,90 = R$ 490,00
  • Prejuízo: R$ 10,00 (2,00%)

3️⃣ Manter apenas as 100 ações iniciais até R$ 4,30

  • Compra inicial: R$ 500,00
  • Valor de mercado: 100 × 4,30 = R$ 430,00
  • Prejuízo: R$ 70,00 (14,00%)

Conclusão

O preço médio reduz o prejuízo percentual, mas aumenta o capital exposto.

Ele não elimina risco, não garante reversão e pode transformar uma perda pequena em um problema maior se o preço continuar caindo.

Preço médio é uma ferramenta — não uma solução mágica.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Plano Financeiro Narrativo – A Jornada de PH

Plano Financeiro Narrativo – A Jornada de PH

A Jornada Financeira de PH

Toda vida financeira bem-sucedida começa com uma decisão simples, mas poderosa: assumir o papel de diretor da própria história. O que você vai ler a seguir não é apenas um plano financeiro. É um roteiro. Uma narrativa possível. Um filme que poderia ser o seu.

1 PH é um pseudônimo atribuído a uma pessoa apresentada no livro Luz, Câmera, Ação – Dirija o Filme da Sua Vida Financeira, sendo utilizado para preservar sua identidade e, ao mesmo tempo, permitir ao leitor acompanhar uma trajetória financeira concreta e inspiradora.


Fase 1 – Organização de Receitas e Despesas

O roteiro base antes das filmagens

Antes de qualquer cena ser gravada, existe o roteiro. PH começa exatamente aqui: olhando para a própria realidade financeira sem filtros, sem desculpas e sem autoengano.

Cada entrada de dinheiro é identificada. Cada saída é registrada. Não para gerar culpa, mas para criar clareza.

É nesse momento que PH entende que organização financeira não limita sonhos — ela os viabiliza. Surge a reserva de emergência, nasce o hábito de poupar e, silenciosamente, o caos dá lugar ao controle.


Fase 2 – O Plano de Estudos em Beleza

Preparando o elenco principal

Nenhum protagonista chega longe sem preparo. PH decide estudar. Não por impulso, mas por estratégia.

Cursos de maquiagem, cabelo, atendimento e biossegurança entram em cena. Ao mesmo tempo, PH observa o mercado, analisa outros salões e entende que talento sem método raramente se sustenta.

Cada certificado não é apenas um papel: é um tijolo a mais na construção de um futuro profissional sólido.


Fase 3 – Atendimentos no Contraturno

As primeiras cenas com público

Com estudo suficiente e coragem medida, PH começa a atender clientes fora do horário do trabalho formal. O risco é calculado. O investimento, controlado.

Cada cliente atendido traz duas coisas: renda e aprendizado. O dinheiro não é gasto aleatoriamente — parte dele volta para o próprio negócio.

Aos poucos, a agenda deixa de ser esporádica e passa a ser previsível. O filme começa a ganhar ritmo.


Fase 4 – A Transição

Quando o papel principal muda

Chega o momento decisivo: o negócio já gera mais do que o salário. A reserva financeira está formada. Os processos existem.

PH não “larga o emprego”. PH encerra um ciclo conscientemente.

A dedicação passa a ser integral. O salão deixa de ser um projeto paralelo e se torna o centro da narrativa.


Fase 5 – Expansão

Quando a história deixa de depender do tempo do autor

PH entende uma verdade fundamental: negócios realmente grandes não crescem apenas com esforço, mas com estrutura.

Nasce a marca. Surgem produtos próprios. O modelo de franquias é desenhado com cuidado.

Agora, o trabalho de PH não é mais atender clientes, mas construir um sistema que funcione mesmo quando ele não está presente.


Fase 6 – Gestão Profissional

PH sai de cena, mas continua produtor

Gestores assumem a operação. PH deixa o pró-labore e passa a viver dos lucros.

O negócio amadureceu. A dependência da fundadora deixou de existir.

É aqui que a liberdade começa a se materializar.


Fase 7 – A Venda da Empresa

O grande final (ou um novo começo)

Com números organizados, marca forte e processos claros, a empresa se torna valiosa. Não apenas emocionalmente, mas financeiramente.

PH pode vender tudo, parte do negócio ou apenas a marca. O capital obtido não encerra a história — ele abre novos roteiros.

Porque quem aprende a dirigir o próprio filme financeiro nunca mais aceita apenas ser figurante.


Praticando

Agora é a sua vez de assumir a direção

1. Seu roteiro financeiro atual

Liste todas as suas fontes de renda e todas as suas despesas mensais. Pergunte-se com honestidade: esse roteiro está me levando para onde eu quero?

2. O papel que você deseja interpretar

Assim como PH escolheu estudar, qual habilidade profissional você precisa desenvolver para o próximo capítulo da sua vida financeira?

3. Projeto paralelo

Existe hoje alguma atividade que você poderia iniciar no contraturno, com risco controlado e potencial de crescimento?

4. Critérios para a virada

Defina números claros: quanto você precisaria ganhar por mês para considerar uma transição profissional segura?

5. O final que você quer assistir

Imagine sua própria Fase 7. Você venderia seu negócio? Viveria de lucros? Criaria algo novo? Nenhum final é bom sem intenção.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Os Limites Estatísticos da Inteligência Artificial em Investimentos

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Os Limites Estatísticos da Inteligência Artificial em Investimentos

O que a IA realmente faz — e o que ela não pode fazer — nos mercados financeiros


Aviso importante:

Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo. Ele não constitui recomendação de investimento, oferta de compra ou venda de ativos financeiros. Investimentos em renda variável envolvem riscos e podem resultar em perdas de capital.

A popularização da Inteligência Artificial no mercado financeiro trouxe ganhos reais de produtividade, mas também criou uma ilusão perigosa: a ideia de que modelos estatísticos conseguem “entender” ou “prever” o comportamento dos mercados.

Para usar IA com maturidade, é essencial compreender seus limites estatísticos fundamentais. Este artigo explora esses limites de forma acessível, sem exigir formação técnica avançada.

IA não entende o mercado — ela reconhece padrões

Modelos de IA utilizados em finanças são, em essência, sistemas estatísticos. Eles analisam dados históricos em busca de padrões, correlações e recorrências.

Isso significa que a IA:

  • Não compreende causalidade econômica
  • Não possui intuição ou julgamento
  • Não antecipa eventos inéditos

Quando o ambiente muda — algo comum em mercados financeiros — padrões históricos podem simplesmente deixar de existir.

Correlação não é causalidade

Um dos erros estatísticos mais comuns é confundir correlação com causalidade. IA é extremamente boa em detectar correlações, mas isso não significa que uma variável cause a outra.

Em mercados financeiros, correlações podem surgir e desaparecer rapidamente, muitas vezes por puro acaso estatístico.

Overfitting: quando o modelo aprende demais

Overfitting ocorre quando um modelo se ajusta excessivamente aos dados históricos, capturando ruído em vez de sinal.

O resultado é um modelo que parece excelente no passado, mas falha miseravelmente quando aplicado a novos dados.

Esse é um dos principais motivos pelos quais estratégias baseadas em IA podem funcionar por um tempo e depois parar de funcionar.

Incerteza é estrutural, não um erro do modelo

Nenhum modelo estatístico elimina a incerteza. O mercado financeiro é um sistema complexo, influenciado por fatores políticos, psicológicos, regulatórios e econômicos.

IA pode ajudar a organizar cenários, mas não transforma incerteza em certeza.

Por que entender estatística básica melhora decisões com IA

Muitos investidores acreditam que precisam dominar matemática avançada para usar IA corretamente — o que não é verdade.

No entanto, compreender conceitos básicos como:

  • Probabilidade
  • Média, variância e dispersão
  • Risco versus retorno
  • Limitações de amostras históricas

já é suficiente para aumentar drasticamente o senso crítico ao interpretar análises geradas por IA.

Leitura recomendada:

Para leitores que não têm familiaridade com estatística, mas desejam melhorar seu poder de decisão — inclusive em investimentos — uma base bem construída faz toda a diferença.

O livro (clique aqui para conhecer) foi escrito exatamente com esse objetivo: apresentar os fundamentos da estatística de forma clara, acessível e aplicada ao mundo real, sem exigir formação técnica prévia.

Entender estatística não transforma ninguém em vidente, mas ajuda a fazer perguntas melhores — e isso muda tudo.

Conclusão

A Inteligência Artificial é uma ferramenta estatística poderosa, mas seus limites são frequentemente ignorados.

Investidores que compreendem esses limites usam IA com mais responsabilidade, menos ilusão e melhores processos decisórios.

Bons investimentos começam com boas perguntas — não com promessas de previsão.