sábado, 5 de setembro de 2026

Você Ainda Espera pela Política ?

Para muita gente, a política é a salvação. Mas a salvação de cada um é diferente.

Há aqueles que veem na política a esperança de uma vida melhor, embora tenham passado décadas à espera dessa vida melhor e tenham recebido apenas o envelhecimento da esperança. São os que acreditam nas promessas feitas, talvez até de boa-fé, por políticos que, por uma razão ou outra, nunca são capazes de as cumprir. No passado, isso foi muito pior. Tão pior que alguns políticos, como estratégia de marketing, passaram a registrar suas propostas eleitorais em cartório, como forma de mostrar que estavam de fato comprometidos com aquilo.

Os esperançosos se dividem em duas categorias: a dos que esperam ser ajudados pelas decisões dos políticos eleitos por eles; a dos que esperam não ser prejudicados pelos políticos que não foram eleitos por eles.

Há o grupo que vê a política como salvação, mas de outro ponto de vista, o do carreirista. O que não está pensando de fato no bem comum, na prosperidade da sociedade, no aumento do bem-estar dos concidadãos, mas somente em escalar o poder, seja pelo dinheiro ou apenas pelo poder. Esses são os mais perigosos, não apenas no sentido de que suas decisões não estarão alinhadas com os interesses do povo, mas em um sentido pior.

Também há o que vê na política a salvação para o povo, mas se vê como salvador. O problema com o salvador é que ele termina por se tornar, talvez até involuntariamente, um tipo autoritário, com a pretensão de deter a verdade, de saber o que é bom e o que é ruim para todos, como um pai superprotetor que torna a vida do filho uma saga repleta de infelicidade, no longo prazo.

Uma das promessas políticas, que coincide com uma esperança do povo, é a diminuição ou a eliminação da desigualdade, porque esse é um dos mais intrincados desafios de nosso tempo.

Mas se olharmos para trás, com a ajuda do professor Walter Sheidel, em seu livro Violência e a história da desigualdade da idade da pedra ao século XXI, concluímos, aterrados, que a desigualdade extrema só é eliminada de forma violenta: Revolução Total (China, Rússia, e.g.), Guerras de mobilização total (Segunda Guerra Mundial, e.g.), Colapso do Estado e falência sistêmica (Queda do Império Romano, e.g.).

Então, ter esperança de que a política reduzirá a desigualdade ou, pelo menos, não deixará chegar à desigualdade extrema, é mesmo somente uma esperança.

Por isso, temos nós mesmos de assumir o protagonismo em nossas vidas, esperando o melhor da política, mas estando preparados para o pior.

Consciente disso, eu aprendi a assumir a responsabilidade pelos meus resultados, mesmo sabendo da interdependência inescapável da vida em sociedade e dos impactos da política sobre a minha vida. Com esse aprendizado, superei as cenas de vulnerabilidade econômica em que atuei e passei a dirigir o filme da minha vida financeira.

O que aprendi, decidi compartilhar em um livro para que outras pessoas também assumam a direção do filme de suas vidas financeiras.