quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A Dica Quente Pode Virar Armadilha

A dica quente pode virar uma armadilha.

Esse pensamento, apesar de ser igualzinho ao meu, não foi pensado por mim primeiro. Na verdade, ele veio de uma cabeça que se foi muito antes de eu nascer.

Sim, para ele, as dicas quentes eram, na maioria das vezes, plantadas por quem precisava se livrar de uma posição grande na bolsa de valores de Nova York. Por isso, ele costumava ignorá-las. Mas sabia que a maioria das pessoas amava essas dicas.

A tese desse grande especulador, talvez o maior de todos os tempos, era de que as pessoas tinham preguiça de pensar por elas mesmas e preferiam receber uma informação, supostamente de alguém de dentro de uma companhia, para tomar uma decisão de comprar ou de vender uma ação.

A minha tese é um pouco diferente, embora eu não rejeite a ideia de que as pessoas têm preguiça de pensar. Pensar exige energia, exige concentração, exige atenção. E as pessoas perderam o hábito de investir tudo isso em lugares proveitosos. Para mim, o que mais pesa na hora de decidir comprar ou vender uma ação negociada na bolsa de valores é a responsabilidade pela decisão. Se tomo a decisão por conta própria, a responsabilidade é minha, acerte ou erre. Se aceito uma dica e dá tudo errado, a culpa é de quem deu a dica, e não minha que aceitei. Se der tudo certo, aceito o mérito de ter aceito a dica e conto vantagem sobre isso.

Mas é claro que quem está no mercado de ações sempre recebe, direta ou indiretamente uma dica, seja de uma pessoa em um vídeo sobre investimentos, de um amigo, ou mesmo aquela dica profissional, chamada de recomendação.

Eu mesmo recebo muitas. Mas em vez de seguir cegamente, costumo averiguar outros fatores, além dos apresentados pelo analista ou mesmo pelo palpiteiro.

Isso porque eu mesmo já caí em muitas dessas recomendações e me dei muito mal. As coisas só começaram a mudar quando conheci o livro sobre Jesse Livermore, um dos maiores operadores do mercado de ações e de commodities do mundo.

Tive o privilégio de traduzir e adaptar a versão original, publicada em 1923 por Edwin Lefèvre e agora você também pode transformar sua relação com o mercado de ações para nunca mais ser tratado como ingênuo nem acreditar em qualquer um.

Uma leitura para quem deseja tomar decisões financeiras com mais consciência.